quinta-feira, 1 de maio de 2014

Minha amada carcaça

Não queria te olhar assim; tão dependente de mim.
Seus olhos perderam aquele encanto de moça em busca da vida.
Agora só restou uma carcaça triste e vazia.
Me dói te ver assim.
Busco  enxergar nos mínimos movimentos um pouco de vida.
Quero voltar a ver seus lábios suaves a me dizer bobagens e me fazer rir sem parar.
Quero ouvir suas historias malucas.
Quero te ver prestando atenção em tudo com aquele olhar curioso, e eu com medo de ser pega fazendo alguma besteira.
Quero te dar broncas por ser teimosa e sempre fingir que me entendeu, mas na realidade está me ignorando e assim que  eu der as costas vai voltar a fazer o que acha certo.
Quero escutar as suas as resmungadas e em seguida seus xingamentos com a cara emburrada.
Quero sair para beber com você e depois te ouvir dizer que não bebe nada.

Quero ver suas confusões e maluquices, porque de uma certa forma você é uma parte importante, insubstituível, amável, doce, querida minha, da qual eu não viveria sem.


                                                         Henrique Athayde

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