quinta-feira, 15 de maio de 2014

Carta pós-guerra

Adeus, vou partir e não  sei se e quando voltarei.
A jornada será longa e cansativa,  muitas batalhas enfrentarei, mas antes de ir preciso me despedir.
Na nossa guerra só houve perdedores e muitos feridos. É momento de sessar e baixar armas. A bandeira branca sobe no mastro. Não há vencedor.
O campo de batalha excedeu os limites das fronteiras e atingiu a todos.
As bombas e balas de canhão destruíram prédios, casas, apartamentos e sonhos.
O que restou?
Talvez a esperança de tentar reconstruir algo em cima das ruínas.
Motivo da guerra?
Acho que nem seus líderes lembram mais... talvez seja fútil e vazio para tamanha destruição.
O que resta fazer?
Tentar salvar as almas perdidas que restaram por toda parte.
Alguns tiveram que partir, outros lutaram até o final, sem falar naqueles que morreram durante as sanguinárias batalhas.
E os comandantes?

Venderam as almas.


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