quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Sangue de lama


Ó minha terra doce,
Mais doce que você só os seus rios,
sua culinária e povo.

Terra essa que a história não consegue esquecer.
Arte marcada como brasão no Brasil .

Agora vê toda a sua natural pureza
Engolida por lama e minério,
Mineral esse que já te deu nome.

Vale, repensar no que já foi doce...
- Uai óia! O trem vai engolindo tudo!

Nas veias gerais de Minas corre lama.
Lama essa suja e corrompida.
Te trocaram por ouro, Ouro Preto.

E cada segundo em que esse barro Barroso escorre,
Seu solo, já Aleijadinho, vai se perdendo.  

Cacique se manifeste com pedra!
Pedra sabão para lavar o meu chão
Sujo de tanta corrupção.

E se vier Chico, pede para guardar seu triângulo,
Que hoje não terá Folia no Club da Esquina.
As rosas de Guimarães murcharam,
E Mariana não Beija, chora.

Agora de doce só seu leite,
Geleia marrom.
- Estamos sem pão e queijo!

A minha vaca tá atolada.
Aqui virou um grande angu.
A estrada não é mais Real...
O Circuito virou um grande lamaçal

Ó Minas, quem te conheceu não esquece jamais!
Ó minha Minas Gerais.

Cristina P.