segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Inverno

O que será que dá?
Quando você vem, eu vou
Quando você vai, venho


Quando não te vejo, te procuro
Quando te encontro, finjo não te ver
Quando meu olhar encontra o teu, disfarço

Quando você chega, eu parto
Quando parto, te agito o ser
Quando me amas, finjo desprezo

Quando sou o sol, você é a lua
Quando caminho ao seu encontro
Você em sentido contrario, corre.

Se em um bom dia, um ou dois, se der conta
Deixará de ter importância
Um mal menor

E assim aflorará um bem maior
E a natureza do inverno passará a
ser eterna primavera no porvir...

Loui Jover

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Pobre Menino

Por  motivo de inexplicáveis  forças, a vida te jogou para um buraco negro
Onde muitas vezes, tudo lhe confunde e o cega com falsas ilusões
Bom que lhe parece os encantos da vida, porém suas escolhas
Reverte em mal, e só irá colher suas próprias desilusões e frustrações
Esta sua falta ddiscernimento  
Muitas vezes requer de você um custo alto da vida
Espirito carente e perdido.
Nessa vida, nem tudo é fácil, nada é de graça e tudo se paga
Infiel a seus próprios princípios éticos, morais e físicos 
Nem percebe,
O quanto a vida lhe privilegia, e se embriaga e entorpece, para sarar a dor, que dor... da falta que senti de si.


Loui Jover

domingo, 7 de setembro de 2014

A boneca

A recém nascida chora, e depois do primeiro banho, a neném recebe um grande presente, uma boneca de pano.
A pequena olha profundamente nos olhos de botão de sua nova guardiã e companheira.
Na troca de colo e carinho a bebê se torna menina.
A boneca ensina a menina a comer fruta do pé, andar descalça na terra, a subir em árvore, a brincar, plantar, colher...
A menina boneca se nina com cantigas antigas.
“Peraí, você tem que continuar a crescer!!”
A pequena se torna  jovem... e a boneca a ensina ter fé. Oração de fundo de gaveta velha, não tem como não dar pé.
De jovem se torna mulher.
E a boneca de pano já bem esgarçado, já não pode brincar. Então resolve continuar a ensinar...
Com lembranças  das brincadeiras, a jovem constrói a sua casinha de esperanças.
Agora o tecido da boneca não tem mais como remendar.
“Tá na hora de ensinar saudade”.
E com o álbum velho de foto a menina mulher guarda dentro de si a estopa da boneca.


*Homenagem a minha eterna boneca, vovó Cathy.

Iris Drawings

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Anjo Rafael

Um casal jovem cheios de sonhos resolvem constituir juntos uma família. O começo não foi fácil, mas batalharam  e se amaram...
Depois de alguns anos plantando de grão em grão seus anseios e determinações, recebem de Deus um dos seus presentes  sagrados... Uma filha. O amor e dedicação a essa criatura, fez com que Deus lhes dessem uma missão muito especial... De conceber juntos um anjo.
Essa missão não poderia ser dada a qualquer casal, tinha que ser um que tivesse muito amor, companheirismo e cumplicidade. Era uma grande missão.
Rafael nasceu parecendo ser igual as demais crianças de sua idade, e inconscientemente sua mãe já lhe deu o nome de anjo.
Rafael, chegou ao mundo cheio de luz, também não poderia ser diferente com o tamanho amor de seus por ele.
Aos poucos sua família atenciosa, percebe que o seu pequeno menino era especial. Que em sua costas, pequena, começavam a surgir sinais considerados por muitos anormais. Sua santa mãezinha, ao observar sinais tão estranhos, se assusta sem entender.
O menino começa a se transformar e depois de inúmeras corridas e salvamentos...
Os pais percebem sua tão difícil missão.
E depois de salvar, mudar, transformar e amadurecer a todos com seu encanto. Rafael no colo de seu pai acaba de se transformar em anjo. Sobe ao céu para continuar seu trabalho...

Seus pais preservam como ouro o amor incondicional ao filho, mas sempre veem as asas do seu anjo, entre as nuvens, os guardando.

Loui Jover