segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Perdidos

De nossa história, o que mais me machuca, e magoa,
Não é a traição carnal.
Pode ser compreensível...
Existem coisas  que realmente fere a alma.
Nunca imaginei  você me trair,  ou eu te trair ou nos,   nos trairmos .
Ver você fugir de seus princípios
Você mentir, tentar me enganar, matar os nossos sonhos
Nossos sonhos... , de que maneira medir?! Qual preço tem?!
Esse é um  buraco  que nem o tempo pode apagar
O fim... o que dizer dele?
Que tudo poderia ser melhor se você fosse mais leal...
A falta de lealdade essa sim é a pior das traições.
Não te reconheço mais...
Sinto sozinha, mesmo quando  acompanhada...
Essa distancia que só cresce...
Essa vontade de não mais te ver, de ouvir sua voz, de te sentir.
Sentimentos que foram puros, se esvaindo como fumaça ao vento .
Colocar outra pessoa para preencher o seu lugar?!
Lugar esse que sempre achei que seria só seu.
Desilusão, um punhal que crava fundo e provoca uma dor sem  fim .
Sentimento de descredito, em tudo que me foi dito, e prometido...
Essa falta de sentimento, de comprometimento com os momentos felizes.
Promessas  quebradas uma a uma.
Vejo você tão longe, de mim, de  si  de nós...
Mágoa, sentimento vil, que abre entre nós um abismo,
Ferida, que  nunca se fechará...
As musicas que eram nossas e nos traziam alegria,
nos traz a tristeza  que penetra em nossas almas.
O quanto acreditei em você...
O quanto te idealizei...
O quanto eu sonhei...
Agora o que nos resta é recomeçar sem  nos reconhecermos...
Dois perdidos dentro de si...

Dany WR



segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Dança na chuva


Ao fechar os olhos sinto cada gota vinda do céu.
Aos poucos elas caem levemente sobre o meu corpo,
Escorem a cada fragmento, molha cada célula
Até o momento em que meus pensamentos são levados por aquela água.
Consigo me sentir livre...
Toda tensão e  prisão se vai.
Aos poucos a melodia daquela chuva conduz o meu corpo em um ritmo,
Somente a dança poderia acontecer.
Passo a passo, gota a gota
Meu corpo vai sendo levado
Me conecto com o que sou;
Um ser da natureza, livre, feliz, alegre...
Ao sentir os meus pés nas pequenas poças que se formam na grama
Um êxtase na minha alma vai surgindo,
Um momento só meu.
Todo o meu ser esta entregue a essa sensação...
O céu brinca comigo em um compasso sem limites
E ao parar, posso sentir a brisa me tocando como um beijo
Um beijo suave.
E com o surgimento do sol,
Recebo um abraço quente.
Agora, aguardo a próxima dança na chuva.

Loui Jover

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Embriagados

Desejo contido, reprimido...
Amor sublime;
Descomunal, carnal e espiritual.

De sua pele macia,
Sedosa e translúcida;
Guardo hoje a lembrança...

Chego a sentir
Seu calor, seu cheiro;
Seu abraço quente...

Relembro, tórridos momentos,
 de paixão, ternura e sexo;
quase de  animal no cio...

Gemidos...
Suspiros e gozo
Como um vulcão de sensações prazerosas

Nossos corpos fundidos,
Como se fosse único;
Entrelaçados, e  embriagados de amor.



Floyd Grey

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O jogo dos corpos

Depois de algumas taças,
Duas bocas se procuram desesperadas.
Língua e saliva trocadas,
 Muitas carícias, algumas obscenas.
Palavras românticas, e porque não, também sensuais.
Suspiros e suor,
No momento dois corpos ardem,
Movimentos leves ganham um ritmo...
E com um toque, a roupa aos poucos cai.
Pele pedindo por pele,
Gemidos, sons de desejo,
Mordidas, arranhões e boca na pele,
A conexão acontece.
O corpo só pede,
E depois de algum tempo; o êxtase da sensação.
O alivio e relaxamento percorre toda a coluna.
Mente anestesiada.
E depois de uma pausa...

O jogo dos corpos recomeça.

Loui Jover

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Beija à Flor


A flor, que na primavera floresceu...
Cheia de vida, cor e encanto.
O Colibri,
Vigoroso, dotado de esplendor e desejos...
Incansável beija-flor... de asas ágeis
Quase transparente na  planagem  do seu voo

A estação primaveril...
Em um convite quase obsceno...
A flor que baila ao som da brisa leve...
Leva minha dor... traz meu amor...
Toda lânguida se oferece...
Beija –flor, veja a flor...
Introduz seu ávido bico em suas entranhas...
E suga dela  com sua experiente língua o mel
E a flor se entrega...
Bailando ao vento na dança do amor.
Amor  fecundo  profundo, que eclodirá
Na próxima primavera em flores e frutos...
Dando continuidade a vida...


Iris Drawings

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

O Ato

Abraçada a teu corpo, sinto suas mãos  ansiosas conferindo minha anatomia;
Percorrendo cada curva do meu corpo,
que em frenesi... de fato... pelo ato...
Se  estremece.
Seus dedos deslizando por meu colo, desabotoando delicadamente, 
os botões de minha blusa, tão desnecessária naquele momento,  e que calmamente é deixada pelo chão.
Sua carícia leve em meus seios, sua boca descendo, fazendo o mesmo caminho,
Rastejando  pela minha cútis alva, lábios e língua , desbravando todo o meu ser, de sul a norte de leste a oeste...
Subindo morros, desbravando matas, provocando em cada pelo um arrepio, que eriça a pele e entorpece os sentidos.
Nossos corpos embriagados de paixão, desejo e ternura, quase em transe...
De nossos lábios, gemidos e suspiros incontroláveis....
E numa  explosão de sensações, como uma cascata incandescente de luz  de luz e gozo, nossos corpos por fim  atinge a serenidade de um mar sem ondas...

Loui Jover

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O Vazio

O persegue...
na cama, no sofá da sala, na cozinha e no banheiro...
 a  televisão a única voz  a  ecoar nesse ambiente .
o  homem circula ,ora aqui ora ali ...
se  dividindo...
entre  o   computador ou seus brinquedos eletrônicos...
em sua mão o inseparável  refrigerante.

Seu  computador esta repleto...
De informações...
pobres de emoções...
Cheias de tédio!
Sensação de  vazio....
Frenéticas mensagens,  recebidas, enviadas ...
Encantos pueris ,encontros vazios!

Colo materno seco,
Sem calor, sem jeito...
distante em tempo e espaço...
Ausência sentida...
Carência reprimida...
Núcleo familiar repudiado, distorcido...

Solidão!
Andando pelas ruas, sem destino...
Encontros , desencontros...
pessoas desconhecidas...
Relações puramente materiais...
Vazias  !

Trabalho contínuo, sem medida , em horas livres...
Para tentar ludibriar...
a ausência gritante de tudo que não se compra...
O trabalhar sem essência, sem alma ,sem amor....
também se torna vazio...
Mente vazia!
Falta de horizontes,  perspectiva,
vontade de evoluir, respirar,  viver...

Não acreditar ...
Em si, no outro,
Repudiar o divino o expõe e atraí para si,
o que se quer ter distante.
Porta fechada....
Vudu por sentinela...
Guardião de suas mazelas,

Só o vento cantando  na janela...
Loui Jover