terça-feira, 14 de outubro de 2014

Barquinho de papel

Quando deixo meu pensamento livre...
Imagino na imensidão do mar, um barquinho.
Pela distância, tão pequenino, bailando sobre as ondas
Indo embora talvez  para não mais voltar.
Voltar, muitas vezes eu pensei em voltar...
Para onde? Para que lugar? para o  meu amor?
Tudo mudou! O  que mudou? Nada mudou?
Sem respostas, a intensidade do silêncio se faz  maior.
Antevejo até esse barquinho,
Lá, onde o céu e mar se encontram,
Em  um demorado e  lindo beijo azul.
Tento compor esse grande amor...
No meio da tua ausência...
Fico imaginando alguma solução...
Para que esse orgulho,
Não destrua nossos sonhos...
Não nos cabe conhecer o porvir ,
Porém insistentemente volto a imaginar...
O barquinho voltando guiado por Iemanjá...

E de ti, apenas guardo o sorriso no retrato...

Loui Jover

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Se

Não fosse
A lágrima como
Valorizar o sorriso

Não fosse 
a dor, 
como sensibilizar o alívio

Não fosse
A noite,
Como valorizar o dia

Não fosse
A tua ausência,
Como desejar sua presença

Não fosse
O desamor,
Como querer o amor 

Não fosse
Suas faltas,
Como valorizar minhas qualidades

Porque o momento existe,
E pode fazer o todo de uma vida cabendo a cada um,
Sim ou se não... se aqui ou ali...

A vida é feita de escolhas... SE...

Henrique Athayde