segunda-feira, 30 de março de 2015

Gênese do Mal

Vendi  minha alma ao diabo
No momento que amei
Alguém mais que a mim...
Abri mão da minha dignidade,
Do meu amor próprio.
Rastejei... implorei... chorei...
Não acreditando enfim,
Nas coisas que aconteciam,
Na mudança radical do ser,
Revelado vil, traiçoeiro,
Insensível  a dor de alguém.
Julgando  amada, em tempos idos,
Confessei até crime não cometido.
Hoje revejo e percebo,  culpa
Por ter sido  permissiva...
O diabo em forma de mulher ruiva,
Recebia a flor que era minha, envolta  em toalha...
Para mim manjar dos deuses, para ela pão com hambúrguer...
Dito, maldito chulo para expressar
O quão insignificante era
O ser que eu enaltecia...
Destruiu um lar,
Possibilidade da maternidade,
Referida por ele  por células...
Do amor que tive, e hoje não tenho,
Antevejo com tristeza,
O ser que naquele corpo habita,
Não é, e nunca será
Aquele amor,  ingênuo e doce...
De uma flor viçosa e perfumada restou
A penas os espinhos secos...

Dany WR

domingo, 15 de março de 2015

Morte

Morre o amor.
Depois de muita dor, nada sobrou...
A mágoa e o rancor se tornam maior.
O Mal venceu o bem!
Muitas mãos foram colocadas entre eles.
O caldeirão das bruxas só fervia com o nome deles.
A inveja, cobiça e maldade brindam.
Agora o coração dela seca, mumifica.
A alma dele já foi vendida...
E as recordações boas, se apagam .
E o amor é consumido, enterrado.
Ninguém aparece em seu funeral... 
Nem  quem parecia brindar esse amor;
demonstrou algum sinal de pesar, pela perda.
E de baixo da terra o amor se desintegra.

Iris Drawings