Vendi minha alma ao diabo
No momento que amei
Alguém mais que a mim...
Abri mão da minha dignidade,
Do meu amor próprio.
Rastejei... implorei... chorei...
Não acreditando enfim,
Nas coisas que aconteciam,
Na mudança radical do ser,
Revelado vil, traiçoeiro,
Insensível a dor de
alguém.
Julgando amada, em
tempos idos,
Confessei até crime não cometido.
Hoje revejo e percebo,
culpa
Por ter sido
permissiva...
O diabo em forma de mulher ruiva,
Recebia a flor que era minha, envolta em toalha...
Para mim manjar dos deuses, para ela pão com hambúrguer...
Dito, maldito chulo para expressar
O quão insignificante era
O ser que eu enaltecia...
Destruiu um lar,
Possibilidade da maternidade,
Referida por ele por
células...
Do amor que tive, e hoje não tenho,
Antevejo com tristeza,
O ser que naquele corpo habita,
Não é, e nunca será
Aquele amor, ingênuo
e doce...
De uma flor viçosa e perfumada restou
A penas os espinhos secos...
Dany WR

