Maliciosa, bastarda
Sem nenhuma leveza no ser,
Pele morena, corpo longo e maduro,
E mesmo assim, bom de se ver.
Obreira do mal,
O que pode deste mundo querer
Cultiva mais que o ser, o ter
E eu não te via assim como tal.
Rameira, vestida de rainha
Com a morte sabe lidar,
Com ferro e fogo, em sua rinha
Ganância disfarçada com a humildade
Usando da inocência, crédula
De alguém remetido por você
Em um fosso escuro sem piedade
Amável, cortês
Viúva negra
Arquivou o amor
No tempo passado, foi o que fez
Não se detém,
Para atender as suas vontades,
É capaz de ofertar, em rituais
A vida de outras, em sacrifício
Como lhe convém.
A vida ensina,
O corpo padece
O espírito cresce
A verdade aparece

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