Ó minha terra doce,
Mais doce que você
só os seus rios,
sua culinária e
povo.
Terra essa que a
história não consegue esquecer.
Arte marcada como
brasão no Brasil .
Agora vê toda a sua
natural pureza
Engolida por lama e
minério,
Mineral esse que já
te deu nome.
Vale, repensar no
que já foi doce...
- Uai óia! O trem
vai engolindo tudo!
Nas veias gerais de
Minas corre lama.
Lama essa suja e
corrompida.
Te trocaram por
ouro, Ouro Preto.
E cada segundo em
que esse barro Barroso escorre,
Seu solo, já
Aleijadinho, vai se perdendo.
Cacique se manifeste
com pedra!
Pedra sabão para
lavar o meu chão
Sujo de tanta
corrupção.
E se vier Chico,
pede para guardar seu triângulo,
Que hoje não terá
Folia no Club da Esquina.
As rosas de
Guimarães murcharam,
E Mariana não Beija,
chora.
Agora de doce só seu
leite,
Geleia marrom.
- Estamos sem pão e
queijo!
A minha vaca tá
atolada.
Aqui virou um grande
angu.
A estrada não é mais
Real...
O Circuito virou um
grande lamaçal
Ó Minas, quem te
conheceu não esquece jamais!

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