segunda-feira, 13 de abril de 2015

Lovito

Libertando das amarras do amor que não tive e pensei ter;
Oro a Deus  todos os dias que não me permita repetir e me faça;
Ver com a clareza das aguas límpidas,
Íngrimes caminhos a percorrer, que eu separe o bem do mal, o falso  do verdadeiro e não me permita jamais
Tomar por amor, o desamor  o traidor por amigo  e que não me deixe seca, amarga e rancorosa muito pelo contrário...
O amor que não tive, que eu tenha, que me tome assim por inteiro,  que entre nas qualidades ressaltadas, defeitos não valorizados, repito para nós o dito do poetinha “ que seja eterno ... enquanto dure”...

Lucas Werneck

segunda-feira, 6 de abril de 2015

A Partilha

Brindastes com vinho
Minha saída, com risada de deboche,
Não há posse...

Não saio com nada,
Visto que tudo que tive
Imaginei ter...

Amor... companheirismo,
Cumplicidade, segurança
E confiança...

Um homem, ao meu lado,
Para afirmar ser meu...
Doeu... dói... doerá para sempre...

Perceber em ti o vazio,
A ausência do ser...
Rodeado de criaturas

Nefastas que como moscas
Varejeiras voam ao seu redor
 E se comprazem com  minha dor.

Mulheres, vinho e cerveja
Que Deus te guarde e proteja
Moleque solitário e perdido...
O mundo não nos dá nada de graça...

 E pode nos tirar tudo!

Loui Jover




segunda-feira, 30 de março de 2015

Gênese do Mal

Vendi  minha alma ao diabo
No momento que amei
Alguém mais que a mim...
Abri mão da minha dignidade,
Do meu amor próprio.
Rastejei... implorei... chorei...
Não acreditando enfim,
Nas coisas que aconteciam,
Na mudança radical do ser,
Revelado vil, traiçoeiro,
Insensível  a dor de alguém.
Julgando  amada, em tempos idos,
Confessei até crime não cometido.
Hoje revejo e percebo,  culpa
Por ter sido  permissiva...
O diabo em forma de mulher ruiva,
Recebia a flor que era minha, envolta  em toalha...
Para mim manjar dos deuses, para ela pão com hambúrguer...
Dito, maldito chulo para expressar
O quão insignificante era
O ser que eu enaltecia...
Destruiu um lar,
Possibilidade da maternidade,
Referida por ele  por células...
Do amor que tive, e hoje não tenho,
Antevejo com tristeza,
O ser que naquele corpo habita,
Não é, e nunca será
Aquele amor,  ingênuo e doce...
De uma flor viçosa e perfumada restou
A penas os espinhos secos...

Dany WR

domingo, 15 de março de 2015

Morte

Morre o amor.
Depois de muita dor, nada sobrou...
A mágoa e o rancor se tornam maior.
O Mal venceu o bem!
Muitas mãos foram colocadas entre eles.
O caldeirão das bruxas só fervia com o nome deles.
A inveja, cobiça e maldade brindam.
Agora o coração dela seca, mumifica.
A alma dele já foi vendida...
E as recordações boas, se apagam .
E o amor é consumido, enterrado.
Ninguém aparece em seu funeral... 
Nem  quem parecia brindar esse amor;
demonstrou algum sinal de pesar, pela perda.
E de baixo da terra o amor se desintegra.

Iris Drawings

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Os olhos de Capitu

Seus olhos são atentos a tudo ao seu redor.
Olhos grandes e profundos...
Neles qualquer um pode se afogar.
Olhar oblíquo e dissimulado,
O amor pode esperar.
A doçura atraente neles podemos encontrar.
Viver é sua grande magia!
Loucamente foca e desfoca em tudo.
Olhos sedutores de bruxa...
Muitos a querem,
Poucos a tem.
Muitos neles se afogam,
Poucos a conquistam.
E nos mistérios do seu olhar,
Me perco, Capitu.



Floyd Grey

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

As fichas

O tempo foi cruel com o pobre rapaz
De repente as fichas vão caindo
Junto com elas o chão
- me iludi tanto com nada...
As promessas já foram quebradas
Muitas perdas e destruições
- a quem culpar?
Só poderia ser á ela
- Como pudemos ir tão longe?
A revolta toma o coração do rapaz
E ao olhar fundo nos olhos dela
Ele pode ver o erro
- o erro é somente meu!
Talvez a pior realidade
Ela já anestesiada pelos fatos
Sente pena do pobre rapaz
- ele já se zerou!
Ele observa arrependido a reconstrução e o progresso dela.
E ele?

Não soube sonhar e se perdeu.


Dany WR


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Incógnita

Chora!
Já não estou infeliz sem você
Depois de muitas escolhas erradas.
Incomoda sentir o que não se explica;
Tempo: tarde.
Consciência do real, em tempo errado...
Aventuras...
Romances e recomeços;
Decepção
Agora,
Uma vida vazia, cheia de mágoas;
E de rancor.
Atualmente,  arrependimento?!
Perda...
De sua essência; do outro...
Recordações,
Momentos que se desvanecem no passado.
Evolução,
Se perceber parte, e não o todo.
Revolta?!
Quando se perde tudo,  só o ódio sobra e volta.
O futuro...
Buscar a reconstrução do ser,  do puro.
Senão  restará  solidão... de quem fica ?! ou de quem vai?! Incógnita...


Henrique Athayde