quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Beija à Flor


A flor, que na primavera floresceu...
Cheia de vida, cor e encanto.
O Colibri,
Vigoroso, dotado de esplendor e desejos...
Incansável beija-flor... de asas ágeis
Quase transparente na  planagem  do seu voo

A estação primaveril...
Em um convite quase obsceno...
A flor que baila ao som da brisa leve...
Leva minha dor... traz meu amor...
Toda lânguida se oferece...
Beija –flor, veja a flor...
Introduz seu ávido bico em suas entranhas...
E suga dela  com sua experiente língua o mel
E a flor se entrega...
Bailando ao vento na dança do amor.
Amor  fecundo  profundo, que eclodirá
Na próxima primavera em flores e frutos...
Dando continuidade a vida...


Iris Drawings

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

O Ato

Abraçada a teu corpo, sinto suas mãos  ansiosas conferindo minha anatomia;
Percorrendo cada curva do meu corpo,
que em frenesi... de fato... pelo ato...
Se  estremece.
Seus dedos deslizando por meu colo, desabotoando delicadamente, 
os botões de minha blusa, tão desnecessária naquele momento,  e que calmamente é deixada pelo chão.
Sua carícia leve em meus seios, sua boca descendo, fazendo o mesmo caminho,
Rastejando  pela minha cútis alva, lábios e língua , desbravando todo o meu ser, de sul a norte de leste a oeste...
Subindo morros, desbravando matas, provocando em cada pelo um arrepio, que eriça a pele e entorpece os sentidos.
Nossos corpos embriagados de paixão, desejo e ternura, quase em transe...
De nossos lábios, gemidos e suspiros incontroláveis....
E numa  explosão de sensações, como uma cascata incandescente de luz  de luz e gozo, nossos corpos por fim  atinge a serenidade de um mar sem ondas...

Loui Jover

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O Vazio

O persegue...
na cama, no sofá da sala, na cozinha e no banheiro...
 a  televisão a única voz  a  ecoar nesse ambiente .
o  homem circula ,ora aqui ora ali ...
se  dividindo...
entre  o   computador ou seus brinquedos eletrônicos...
em sua mão o inseparável  refrigerante.

Seu  computador esta repleto...
De informações...
pobres de emoções...
Cheias de tédio!
Sensação de  vazio....
Frenéticas mensagens,  recebidas, enviadas ...
Encantos pueris ,encontros vazios!

Colo materno seco,
Sem calor, sem jeito...
distante em tempo e espaço...
Ausência sentida...
Carência reprimida...
Núcleo familiar repudiado, distorcido...

Solidão!
Andando pelas ruas, sem destino...
Encontros , desencontros...
pessoas desconhecidas...
Relações puramente materiais...
Vazias  !

Trabalho contínuo, sem medida , em horas livres...
Para tentar ludibriar...
a ausência gritante de tudo que não se compra...
O trabalhar sem essência, sem alma ,sem amor....
também se torna vazio...
Mente vazia!
Falta de horizontes,  perspectiva,
vontade de evoluir, respirar,  viver...

Não acreditar ...
Em si, no outro,
Repudiar o divino o expõe e atraí para si,
o que se quer ter distante.
Porta fechada....
Vudu por sentinela...
Guardião de suas mazelas,

Só o vento cantando  na janela...
Loui Jover

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Barquinho de papel

Quando deixo meu pensamento livre...
Imagino na imensidão do mar, um barquinho.
Pela distância, tão pequenino, bailando sobre as ondas
Indo embora talvez  para não mais voltar.
Voltar, muitas vezes eu pensei em voltar...
Para onde? Para que lugar? para o  meu amor?
Tudo mudou! O  que mudou? Nada mudou?
Sem respostas, a intensidade do silêncio se faz  maior.
Antevejo até esse barquinho,
Lá, onde o céu e mar se encontram,
Em  um demorado e  lindo beijo azul.
Tento compor esse grande amor...
No meio da tua ausência...
Fico imaginando alguma solução...
Para que esse orgulho,
Não destrua nossos sonhos...
Não nos cabe conhecer o porvir ,
Porém insistentemente volto a imaginar...
O barquinho voltando guiado por Iemanjá...

E de ti, apenas guardo o sorriso no retrato...

Loui Jover

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Se

Não fosse
A lágrima como
Valorizar o sorriso

Não fosse 
a dor, 
como sensibilizar o alívio

Não fosse
A noite,
Como valorizar o dia

Não fosse
A tua ausência,
Como desejar sua presença

Não fosse
O desamor,
Como querer o amor 

Não fosse
Suas faltas,
Como valorizar minhas qualidades

Porque o momento existe,
E pode fazer o todo de uma vida cabendo a cada um,
Sim ou se não... se aqui ou ali...

A vida é feita de escolhas... SE...

Henrique Athayde


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Inverno

O que será que dá?
Quando você vem, eu vou
Quando você vai, venho


Quando não te vejo, te procuro
Quando te encontro, finjo não te ver
Quando meu olhar encontra o teu, disfarço

Quando você chega, eu parto
Quando parto, te agito o ser
Quando me amas, finjo desprezo

Quando sou o sol, você é a lua
Quando caminho ao seu encontro
Você em sentido contrario, corre.

Se em um bom dia, um ou dois, se der conta
Deixará de ter importância
Um mal menor

E assim aflorará um bem maior
E a natureza do inverno passará a
ser eterna primavera no porvir...

Loui Jover

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Pobre Menino

Por  motivo de inexplicáveis  forças, a vida te jogou para um buraco negro
Onde muitas vezes, tudo lhe confunde e o cega com falsas ilusões
Bom que lhe parece os encantos da vida, porém suas escolhas
Reverte em mal, e só irá colher suas próprias desilusões e frustrações
Esta sua falta ddiscernimento  
Muitas vezes requer de você um custo alto da vida
Espirito carente e perdido.
Nessa vida, nem tudo é fácil, nada é de graça e tudo se paga
Infiel a seus próprios princípios éticos, morais e físicos 
Nem percebe,
O quanto a vida lhe privilegia, e se embriaga e entorpece, para sarar a dor, que dor... da falta que senti de si.


Loui Jover