terça-feira, 24 de maio de 2016

A dor do João de Barro

Ando seguindo trilhas
Antes não pensadas,
Caminhando por milhas
Não idealizadas.
De volta ao ninho fraterno
Fugindo do inferno
Outrora ninho de amor
Pássaro ferido
Sentindo a dor do João de Barro
Que teve a porta de entrada
Fechada com o barro
Trazido no bico do seu parceiro
Privando o do aconchego do ninho  em desalinho
A vida é como ondas do mar, que vai e que vem
De um tempo envolvente,
A varrer dela os grãos de areia...


Cristina P.

Henrique Athayde

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