domingo, 13 de julho de 2014

Metamorfose

Ferida que fui, me fiz em pedaços...
Quebrando os laços, sem compassos...
Saudade  dor  intensa, que toma espaço..
Nesse ser agora tão escasso... escasso de mim,
Que perco espaço… em mim, que não sei porque
Me  permito ser muitas vezes você... tão perto e tão distante
Que insensível, aventuras  buscas  em outros braços os novos  abraços...
Torpes e obscenos, e eu... do amor que tive, ou tenho... saudades...
E das minhas entranhas pungente dor que me dilacera o ventre  que se abre...
Fecundo para expulsar  o eu anterior pueril e inocente, deixando  nascer da essência do que sou...

Mulher …

(Iris Drawings)

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